O que é o Marketing Multinível?

Você já ouviu falar em Marketing Multinível? Alguns podem confundir até com esquema de pirâmide, mas os dois são bem diferentes. O Marketing Multinível (MMN), também conhecido como marketing de rede, é um modelo de negócios baseado em revendas, em que os revendedores recebem uma parte do lucro obtido das vendas próprias  e do recrutamento de outros revendedores. 

Esta modalidade de marketing incentiva não só a venda de um produto, mas também a afiliação à empresa como revendedor para obter uma parte do ganho obtido. É um modelo clássico comercial, criado na década de 40, nos Estados Unidos, mas que foi se adequando à rede construída. Inicialmente, esta variação do marketing se dava pelo ganho individual das comissões de vendedores, configurando o marketing unilevel. Conforme viram que era possível potencializar o lucro com a adição de revendedores, os princípios do MMN se formaram.

O objetivo do revendedor é captar clientes que comprem o produto ofertado e construir uma rede de revendedores para formar uma equipe. Além de gerar um lucro direto pelos consumidores, ele também ganha indiretamente pela formação de um time revendedor, recrutado por ele. Toda vez que um novo distribuidor da empresa é recrutado, existe um processo de inserção na cultura de vendas com treinamentos, workshops, premiações com o intuito de manter a rede de revendedores envolvida.

O MMN se baseia na política de meritocracia, pois quanto melhor a performance do time, maior será o lucro revertido. Além disso, o trabalho é um reflexo das horas dedicadas de produtividade. 

Empresas Marketing Multinível 

O Marketing Multinível tem sua origem comumente associada ao empresário Dr. Carl Rehnborg, dono da gigante americana CVC (California Vitamin Company), uma empresa de suplementos vitamínicos. Hoje, no Brasil, existem diversas marcas que caíram no conhecimento popular e criaram seus impérios, assim como a CVC, utilizando o Marketing Multinível. Alguns exemplos são:

  • Herbalife: Chás, e shakes de emagrecimento.
  • Mary Kay, Jequiti e Hinode: cosméticos de beleza.
  • AMway: Produtos para casa e autocuidado.

A grande maioria dessas marcas cresceu devido ao grande apelo que o MMN tem sobre as classes C,D e E. Através de incentivos criados pela própria marca, muitos jovens e pessoas acarretadas por dificuldades financeiras e desemprego, são atraídos com facilidade por gerentes, que os encantam com a ideia de flexibilidade de horário de trabalho e lucros comissionados por venda. 

A má fama dos negócios que praticam o MMN vem justamente dessa cultura que cria nos seus vendedores, expectativas muitas vezes maquiadas e plantadas de forma irreal; gerando perdas financeiras por falta de vendas, e sendo assim associado diretamente ao esquema de pirâmide.

Por que o Marketing Multinível não é um esquema de pirâmide?

Diferentemente do MMN, em um esquema de pirâmide não existe a possibilidade de circulação de produtos para pessoas que não participem do esquema. Outra característica é que os ganhos obtidos são apenas com o recrutamento de novos integrantes, com o investimento prévio necessário para ingressar. Desse modo, é possível gerar lucro individual e exponencialmente maior para quem está no topo da pirâmide. 

Como consequência, existe um momento em que não há mais pessoas para recrutar, inviabilizando a entrada e circulação de dinheiro e desfalcando quem está no topo. Além disso, não é comum em esquemas de pirâmide haver a imersão da cultura de vendas com os treinamentos e workshops, já que não existem vendedores de fato.

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